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A PRIVADA DA CORRUPÇÃO
Jânio de Freitas, Gilberto Dimenstein e mais alguns papas e papisas das páginas políticas andam inconsoláveis com a prisão da milionária dona das lojas DASLU, Eliana Tranchesi. Em todos os jornalões, eles aspergem suas lágrimas de solidariedade aos proprietários da grande loja.
Veja o que diz Dimenstein: “O que me incomoda é a ilusão movida pelo misto de ressentimento e inveja com ideologia supostamente progressista. Desconfio que, embalado na preocupação legal (o que é elogiável), está embutido um jogo de marketing policial - e, quem sabe, uma dose de narcisismo”.
Inacreditável e, sem exagero, assustador!
Profanando a boa literatura, agregam argumentação fantasiosa para ‘informar’ que a Daslu sofre da eterna fobia que ronda os pobres. Como se estivessem escrevendo o roteiro de um conto de fadas malvadas, afirmam que há um indelével regozijo dos miseráveis, pela prisão da fraudadora da alta moda.
No fundo, esses escribas buscam desviar a atenção de algo que pode virar moda, não a alta moda, mas, um movimento sadio de investigar um mito. A corrupção privada. Ela existe? Por que fica sempre na sombra, na hora que as CPIs se instalam? Por que, sempre, os jornalões abrem tanto espaço para investigar o desvio de alguns milhões do setor público e se calam para o desvio cotidiano de bilhões de reais da economia popular?
Como se processa essa corrupção? Ela interfere na falta de escola, nas filas dos hospitais, nas estradas aos pedaços, nos meninos de rua? Por que tão pouca literatura em torno da maior roubalheira que atinge os países pobres? O maior assalto ao patrimônio de uma nação é a corrupção silenciosa que se processa nas grandes lojas, imponentes fábricas, seguradoras, bancos e fundos privados.
Não se podem deixar de fora os jornalões. Sob o controle do baronato brasileiro, adulteram a verdade, fazem o que estão dizendo agora sobre a investigação da Daslu, cometem os mesmos crimes de privada e ainda ganham dinheiro público. Inacreditável! Mas, nunca sofrem investigação. Quem vai ter coragem de investigar o baronato da comunicação?
A gente pensa que a propina, que recebe o funcionário corrupto, é o todo da corrupção. Ali está um pedaço, o resíduo, o bagaço da transação.
Sonegação, subfaturamento, informação privilegiada, fraude em concorrência, contrabando e tantos outros crimes acompanham o dia a dia do baronato brasileiro. Bilhões de reais se esvaem pelo ralo do ilícito. No outro lado da rua do crime, alguns burocratas do serviço público os protegem, recebendo parcela ínfima pela maldita colaboração. Algumas moedas de prata. Não passam de novos Judas, quando ficam com as migalhas e deixam o Sinédrio do capital com os louros de Roma por terem crucificado Jesus.
Então, surgem as CPIs e enforcam os Judas que, com justeza, merecem a punição. Mas, desgraçadamente, ficam impunes os sumo sacerdotes do mercado, que acumulam bilhões de reais na privada da corrupção.
Não chora, Daslu, rico também pode ir pra cadeia!
Escrito por Moisés Diniz às 10h15
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Caverna de Saturno
No blog Caverna de Saturno (link acima) há uma nota da Adufac sobre a demissão da pesquisadora Marineide da Silva Maia. Estou encaminhando requerimento da mesa diretora da aleac ao Pesacre e à Adufac, solicitando informações sobre o episódio. Não há nada mais democrático do que a apuração de uma denúncia, especialmente, quando pode envolver questões políticas.
É a segunda vez que eu redireciono minha página para o Blog do Astronauta de Mármore. Eu poderia ter copiado a nota da Adufac, mas acho que ninguém deve roubar os méritos dos outros. Estou atendendo o pedido de um internauta, que pediu que eu divulgasse a nota em nosso blog. Se comprovar que a demissão teve caráter político, depois da apuração, vamos fazer um movimento pela readmissão da pesquisadora Marineide Maia.
Escrito por Moisés Diniz às 21h57
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O Xampu Esperança, produzido em Tarauacá, cura calvície e queda de cabelo. Se você estiver interessado, é só nos procurar...
Escrito por Moisés Diniz às 15h08
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O sangue da esquerda
O PT está ferido! Seu sangue atinge a gente que está do lado. A população é levada pelos donos da mídia a misturar tudo. ‘Nada mais presta’! O resultado desse massacre vai ser a eleição de magnatas, daqueles que vão comprar o voto dos miseráveis.
Dentro do próprio PT vai funcionar a regra. Os candidatos populares vão ser tragados por aqueles que têm posses. É que o antigo discurso da ética vai ser usado também pelos tubarões do PFL e do PSDB.
Se é que alguém ainda vai usar o discurso da ética nas eleições!
Enquanto isso, alguns sociólogos requentam as suas teses de sala mofada contra a democracia e o voto popular.
Reflexão: não considero que a sociedade brasileira não tenha solidariedade. É muito massacre contra um partido com a história do PT. Tem algo errado! É a direita que é eficiente demais ou foi o PT que forçou a barra na imagem nesses 25 anos?
Ou as duas coisas juntas?
Escrito por Moisés Diniz às 14h03
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Folha de S.Paulo: ENTREVISTA
Tarso diz que PT deve desculpas a seus eleitores
Escrito por Moisés Diniz às 13h32
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Mensalão: uma análise matemática
Segundo Roberto Jefferson, o mensalão do PT era transportado em malas. Primeira questão: você transportaria uma alta quantia de dinheiro em uma mala enorme, com todo o ar de coisa suspeita? Numa discreta valise de executivo, talvez. Uma destas valises mede 40 cm de largura por 35 cm de comprimento, tendo em torno de 5 cm de altura. Uma nota de 50 ou 100 reais tem 12 cm X 6 cm. Logo, uma valise comportaria com segurança quatorze maços de quinhentas notas, o que equivale a sete mil notas.
Ainda, segundo Roberto Jefferson, o mensalão era de trinta mil reais, o que em notas de cem daria um pacote de trezentas notas de cem. Levando-se em conta que esse dinheiro não poderia ser depositado em conta corrente, o jeito era levar pra casa e ir gastando. Você já tentou trocar uma nota de cem? Bem, trocar trezentas notas de cem não deve ser fácil, mesmo para um deputado. Então vamos supor que o mensalão fosse pago em notas de cinqüenta.
Jefferson disse que a bancada do PP, que é composta por 53 deputados, e a do PL, com 55, recebiam o mensalão de 30 mil reais. O que dá um total de 108 mensalistas, recebendo a quantia de três milhões, duzentos e quarenta mil reais por mês. O que, em notas de 50, equivale a 64.880 notas, que seriam então transportadas em nove malas, já que cada mala carrega sete mil notas. As malas iriam então com trezentos e cinqüenta mil reais, ou seja, dez deputados e 1/6 de um. Como não existe alguém 1/6 corrupto, vamos assumir dez malas, para juntar numa mais vazia os pedaços de corruptos que sobram.
Ainda segundo Jefferson, o pagamento aos dirigentes de partidos era feito numa sala ao lado da ala do Chefe da Casa Civil. Delúbio teria de entrar então, discretamente. Com uma mala de cada vez. O que daria dez viagens num mesmo dia. Impossível passar despercebido. Então, vamos imaginar que os deputados aceitassem receber em dias diferentes. Quão generoso deve ser o que ficou com a última remessa!
Seriam dez visitas ao Palácio por mês, sempre se encontrando com os dirigentes do PL e do PP. Tudo isso, no maior sigilo. A semana tem cinco dias úteis, o que obrigaria Delúbio a ir diariamente ao Planalto, por duas semanas consecutivas, todos os meses do ano, sem levantar suspeitas. Mas, como se sabe que a semana de Brasília tem apenas três dias, isso se estenderia por mais uma semana.
Três semanas no mês, o tesoureiro do PT, que não tinha cargo no Governo, entrando com uma mala e encontrando-se com dirigentes de partidos da base aliada, que também deviam portar malas. Claro! Se o cara entra na sala delubiana sem mala e sai com uma, é um mico de proporções assustadoras. Além do que, esta operação implicaria a compra de dez malas iguais por mês, a um custo de aproximadamente mil reais cada uma. Um terço de mensalão, só em mala.
E de onde viria tanto dinheiro? Segundo Karina Sommagio, das empresas de Marcos Valério, um corruptor tão ingênuo que deixa seu Office-boy, que deve ganhar menos de quinhentas pratas ao mês, sacar em dinheiro das contas da empresa um milhão de reais e vir tranquilão, com três valises, ou uma grande mala pelas ruas de Belo Horizonte, uma cidade sem nenhuma violência e com os Office - boys mais honestos do mundo, pois, embora trabalhem para corruptores de deputados, jamais pensaram em sacanear seus patrões e fugir com a grana direto pro Aeroporto da Pampulha, morrendo de rir do babaca do patrão que não pode nem dar queixa à polícia.
Viva a Engenharia!
Uma análise divertida do Mensalão
... por um estudante de engenharia
Escrito por Moisés Diniz às 22h47
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Delegado tem nome usado indevidamente
no blog Caverna de Saturno
Quem acompanha o blog do Astronauta de Mármore deve ter ficado surpreso com um comentário (assinado e com endereço de e-mail) do delegado Silvano Rabelo, um dos mais respeitados da cúpula da segurança pública do Acre. Resta saber o que acontecerá depois do que ele disse. Eis o comentário:
“Li atentamente a resposta do governo do Acre, sobre a matéria publicada na Folha. Sinceramente, não explica nada. Será que eles pensam que o povo é burro? Acho que a lama esta sendo exposta. O fedor já é insuportável. Gastar mais dinheiro com publicidades que com saúde é um abuso, é um crime. Imagine quantos miseráveis morreram por falta do atendimento que poderia ser propiciado por essa grana.” [silvanorabelo@bol.com.br]
Ao tomar conhecimento do assunto o delegado negou que tenha partido dele tal iniciativa, escreveu um comentário e neste momento concede entrevista à imprensa sobre o assunto.
A resposta do delegado também no blog:
"Esclareço à sociedade acreana que o aludido comentário que leva meu nome é mentiroso, pois jamais o fiz a quem quer que seja. Jamais me envolvi com política partidária, seja criticando ou elogiando quem quer que seja. Sou apenas um delegado de polícia que cumpre com o seu dever, em defesa da sociedade sem quaisquer vínculos políticos com agremiações partidárias. Peço encarecidamente que o interessado em criticar politicamente quem quer que seja, que o faça em seu próprio nome, e não covardemente usando os nomes de pessoas de bem, entre os quais eu me incluo". [silvanorabelo – o verdadeiro]
Da redação do Notícias da Hora
Escrito por Moisés Diniz às 18h19
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“Em Tarauacá não tem castanha, amigo!”
Na edição de hoje, em vários jornais, tem uma suposta declaração em que eu falo da produção de borracha e de castanha em Tarauacá.
No último final se semana acompanhei o governador, para o lançamento do programa Luz Para Todos em Tarauacá. Lá, de fato, eu fiz uma defesa da produção de borracha natural.
Mas, não falei de castanha!
Escrito por Moisés Diniz às 10h50
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Escrevendo de Cuba
Há dois anos vivo em um país que não é o meu.
Cuba é um país pobre. A maior riqueza desse país repousa em suas principais prioridades, que é a preparação do homem, considerando que um homem livre é aquele que é capaz de conhecer a ciência e elaborar suas próprias idéias.
Esta pequena ilha caribenha, de 12 milhões de habitantes, conseguiu com seus poucos recursos, fazer a reforma agrária, erradicar muitas doenças como a hepatite, dengue, hanseníase, malária, tuberculose. Aqui não há crianças nas ruas e com fome. Nas inúmeras vezes que estive no centro de Havana, não recordo de ter visto assaltos, ou sequer alguém me pediu um peso cubano.
Aqui todo pai de família tem um trabalho, ainda que ganhe pouco, e qualquer criança, sem distinção de nenhuma espécie, tem direito a leite do estado até os dez anos de idade. Toda criança, independente que se chame Ana Julia ou Maria de Jesus, vai receber todas suas vacinas, atendimento pediátrico, e quando estiverem em sua idade escolar, receberão por toda sua vida estudantil, ensino gratuito.
Sinto tristeza em saber que nosso grande e rico Brasil ainda esteja discutindo uma forma de poder dar de comer a seu povo, sendo um dos maiores produtores mundiais de alimento.
Queria poder dizer a todos os políticos de meu país, das grandes coisas que se fazem aqui com pouco recurso. Dizer a todos os nossos excelentes médicos que prevenir é mais barato e poupa mais vidas do que remediar. Dizer para nossa polícia, que sua função é proteger e não atirar e depois perguntar qual é o crime.
Queria dizer a todo povo miserável do meu rico país, que no coração da América Central, existe um pobre país com um sistema que garante a todo cidadão o direito de suas três alimentações diárias, que garante ao filho do pobre direito a escola e que é impossível aqui alguém morrer na porta de um hospital sem qualquer atendimento medico.
Aqui se vive um sistema que a rede globo chama de ditadura de Fidel, que alguns brasileiros chamam de socialismo, outros dizem que em Cuba se vive o comunismo. Para mim, parece não importar o nome, e até não me importaria se fosse chamado de capitalismo, contando que sua essência fosse verdadeiramente voltada para os interesses do povo.
Jenilson Leite
Estudante de Medicina em Cuba
Escrito por Moisés Diniz às 10h52
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Escrito por Moisés Diniz às 12h35
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