ALAGOAS
Às sete da manhã estou embarcando para o Jordão. Às dez da manhã realizo uma reunião com a comunidade e, em seguida, desço o rio para dormir na Reserva Extrativista de Alagoas, maior seringal nativo da Amazônia, capaz de abrigar 700 facas de seringa.
Dentre o que já encaminhamos ou se encontra em fase final de operação para o município de Jordão, destacamos:
- Conclusão da Pista de Pouso
- Construção de um pequeno Hospital
- Instalação do Banco Postal
- Criação do Museu da Memória de Jordão
- Conclusão da rede de água
- Instalação de uma Rádio Comunitária
- Aquisição de uma moto e um computador para o sistema de segurança
- Regularização e ampliação do Peti e Bolsa Escola (Obs: ampliamos de 154 para 600 famílias)
- Recuperação do Ginásio Coberto
- Instalação de rede elétrica para garantir o abastecimento de água
- Primeiro Encontro Esportivo dos Povos Indígenas
- Recursos do BNDES para a Reserva Extrativista de Alagoas
- Levar ao município técnicos para realização de cursos: Sebrae (profissionalização), Aleac (informática), Sec. das Mulheres (artesanato) e INSS (aposentadoria).
Escrito por Moisés Diniz às 22h59
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MOISÉS DINIZ PROPÕE GRAVAR EM CD
TRINTA ANOS DE MONOGRAFIAS DA UFAC
O deputado Moisés Diniz (PCdoB) propôs na Aleac que seja formada uma Comissão Especial, composta pela UFAC, SEE e ALEAC, com o objetivo de levantar e organizar todas as MONOGRAFIAS da Universidade Federal do Acre apresentadas nos trinta anos de funcionamento daquela instituição. Após a sistematização efetivada pela comissão, as três instituições parceiras encaminharão a gravação de um CD com as monografias da Universidade Federal do Acre.
O deputado comunista argumentou que, durante trinta anos, a Universidade Federal do Acre vem arquivando centenas de monografias de seus estudantes nas mais variadas áreas do conhecimento. Numa média de trinta a quarenta monografias por ano, a Ufac tem um patrimônio inestimável de mais de mil monografias.
Segundo Diniz, “centenas de jovens acreanos dedicaram meses de suas vidas para ir a campo, diagnosticar a realidade, subir rios, dormir em fazendas e aldeias indígenas, visitar a periferia, centros religiosos. Esses jovens produziram um conhecimento real, estatístico, sobre o Acre”.
“A partir da pesquisa de campo, das fontes bibliográficas e do estudo comparativo, produziram idéias e sugestões para as diversas áreas do conhecimento, da economia e da vida real do nosso povo. Uma riqueza inestimável que está restrita a um arquivo, podendo estar sendo utilizada por nossos estudantes e por nossos governantes. Urge gravar esses trinta anos de trabalho acadêmico!”, concluiu o deputado do PCdoB.
Escrito por Moisés Diniz às 07h09
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DEPUTADO PROPÕE DISTRIBUIÇÃO DE
CAMISINHAS EM POSTOS DE GASOLINA
O deputado Moisés Diniz (PCdoB) apresentou, na Aleac, projeto de lei que disciplina a distribuição de preservativos nos Postos de Gasolina da capital e do interior do estado. Segundo o projeto, os preservativos estarão disponíveis à população a partir das vinte e duas horas, encerrando-se a disponibilidade às seis horas da manhã.
O projeto propõe ainda que a secretaria de estado da saúde estabeleça parcerias com os proprietários de postos de gasolina, visando realizar treinamento aos frentistas em prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
O deputado do PCdoB, ao defender o projeto, argumentou que durante as suas quatro últimas campanhas eleitorais [vereador, vice-prefeito, prefeito e deputado – 1992-2002] um fato foi lhe intrigando: a quantidade permanente e em ascensão de pedidos de remédios para doenças venéreas.
“Intrigado com essa situação, passei a investigar junto aos meus amigos e amigas adolescentes. Descobri, estarrecido, que a maioria de nossos jovens tem algum tipo de doença sexualmente transmissível. É impressionante a quantidade de adolescentes e jovens contaminados”, argumentou Diniz.
Moisés Diniz acha que as campanhas de prevenção, que acontecem de tempos em tempos com a distribuição de camisinhas, trazem mais barulho do que solução. “As pessoas não fazem relação sexual só quando tem campanha de prevenção”, ressalta Diniz.
Escrito por Moisés Diniz às 10h46
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TAQUIGRAFIA
Hoje é o Dia do Taquígrafo.
Taquigrafia é a arte de se escrever tão ligeiro quanto se fala, através de sinais tirados da circunferência e seus diâmetros. Estes sinais se ligam formando palavras.
A taquigrafia vem desde a Antigüidade. Para alguns historiadores, o patriarca Moisés teria usado uma escrita taquigráfica quando preparou o Pentateuco - os cinco primeiros livros da Bíblia. Outros colocam a Grécia como berço da Taquigrafia, onde teria sido empregada, primeiramente, por Pitágoras (no século VI A.C.) e Xenofontes (nos anos de 430 a 352 A.C.), que taquigrafou os discursos de Sócrates.
Porém, a maior parte dos historiadores atribui a criação da taquigrafia a Marco Túlio, escravo liberto de Cícero e, posteriormente, seu secretário, no ano 63 A.C. - período em que os romanos estavam no auge da eloqüência. Marco Túlio é considerado o primeiro secretário do mundo.
A taquigrafia chegou a ser uma escrita necessária entre os jovens da Grécia e muito propagada nos países do velho mundo. Graças à taquigrafia, que hoje conhecemos as obras de Sócrates, Sêneca, Aristóteles, Horácio, Hermógenes, Juvenal, Cícero, as cartas de Santo Agostinho e os Atos dos Mártires.
Nos tempos modernos, a taquigrafia nasceu na Inglaterra, onde se propagou com a imprensa. A França seguiu o mesmo caminho. O primeiro trabalho taquigráfico francês foi encomendado pela Academia das Ciências de Paris. Na Alemanha os discursos de Lutero foram taquigrafados.
No Brasil, em 1822, Isidoro da Costa Oliveira, com a colaboração do Ministro do Reino, José Bonifácio de Andrade e Silva, propagou o método taquigráfico.
Hoje, é a taquigrafia que sustenta os parlamentos na sua velocidade verbal, seus impulsos semânticos e no insubstituível duelo da palavra. Como grafar tantas vozes, tantos vôos rasantes do verbo e tantos atritos no templo da palavra?
Como se uma fosse feita para a outra, taquigrafia e palavra, as duas se sustentam como árvore e terra, margem e rio. Por ser assim, hoje, também, é o Dia do Parlamento.
A casa da palavra, tantas vezes manchada por insetos que assaltam os homens, como Severino da Câmara, abriga homens e mulheres de bem, devotados ao bem comum e submetidos, como poucos, ao julgamento das multidões.
É o lugar onde o contraditório governa. Aqui, as asas da democracia não sofrem trombose ou cirurgia. A voz do sim tem o mesmo valor das outras vozes. O não é ouvido, o contraditório não é encenado.
A casa da palavra, da palavra suave, soprada, áspera, gritada, educada, empedernida. Aqui, a palavra flui e, se reflui além dessas portas, não é um problema daqui.
Parabéns aos guardiões da palavra, os profissionais da taquigrafia! Parabéns aos meus nobres colegas deputados, que fazem a palavra se tornar lei, liberdade, pão, escola e abrigo!
Muito obrigado!
Escrito por Moisés Diniz às 01h13
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