O CAMARADA


GEOGLIFOS

 

Caro Deputado,

 

Escrevo pouco para o Blog "O Deputado Aprendiz", mas continuo lendo e atento. Essa da motosserra é cortante! Mandei algumas linhas...

 

Na minha recente estada no Acre - Rio Branco e Cruzeiro - fui incapaz de criar oportunidade de nos encontrarmos. Escolhi a abertura da Semana Euclidiana ao invés da noite de apoio à causa palestina onde o seu livro seria lançado. Falei com o Lhé, mais tarde, e ele me disse que o seu livro "Palestina" ficou para outra oportunidade...

 

Continuo contando com seu apoio...."como foi prometido....promessa de político é dívida"....para tirar o assunto geoglifos do meio acadêmico ou da curiosidade...para ser difundido, apreciado, cuidado, preservado, estudado e incorporado como um patrimônio dos acreanos.

 

O lançamento do livro "Geoglifos da Amazônia - Perspectiva Aérea", em RB com o apoio do Anibal Diniz da Assessoria de Comunicação, foi um sucesso. O livro é uma contribuição para o registro perene dos geoglifos. Espero possamos tratar este assunto no âmbito da Assembléia Legislativa, em alguma comissão que trate dos bens culturais do Acre.

 

Atenciosamente,

 

Dr. Alceu Ranzi

 

 

Caro Professor Alceu Ranzi,

 

Tenho cadastrado o seu telefone. Em 2005 realizaremos uma Audiência Pública pra tratar dos GEOGLIFOS na Assembléia Legislativa. Farei contato!

 

O lançamento do livro Palestina ainda se encontra entaniçado na gráfica. Até 5ª feira dá pra saber se o lançamento acontece. Acho que estou sofrendo boicote dos sionistas!

 

Preciso da sua orientação, vou tentar uma vaga na Pós-Graduação em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais.

 

Um abraço,

 

Dep. Moisés Diniz

 



Escrito por Moisés Diniz às 23h35
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O CRIME DA MOTOSSERRA

 

                        Zezinho Gadelha é vereador do PCdoB em Porto Valter, pequenino e florestal município do Acre. É dele esta fina ironia:

 

                        Quando eu entrei no boteco, um grupo discutia a impunidade de crimes cometidos pelos POLÍTICOS. A motivação advinha da recente prisão de um ribeirinho que havia roubado a tampa de um motor de barco.

                        Um deles disse:

                        - É, só pobre vai pra cadeia. Se fosse um político, duvido que ia!

                        Eu percebi que falavam comigo, então retruquei:

                        - Vocês estão é com inveja, porque não podem roubar, como nós POLÍTICOS, e ficar impune!

                        Um terceiro reagiu:

                        - Cuidado, vereador! A impunidade tá acabando! Olhe o caso do Hildebrando Pascoal, deputado federal e coronel da PM, e tá preso!

                        Eu respondi:

                        - Quem disse que ele está preso por roubo? Hildebrando está preso porque a motosserra que ele usava pra serrar gente não tinha licença do Ibama!!!!



Escrito por Moisés Diniz às 20h33
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Os caminhos da política

 

                  Na vida você tem que ter posições firmes e claras se quiser ser respeitado. Na política então, isso se aplica em toda sua plenitude. Existem dois caminhos únicos a serem seguidos: governo e oposição. Pode não se concordar, por exemplo, com o teor das defesas feitas pelo senador Tião Viana (PT) do governo Lula, e do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) da aministração Jorge Viana , mas suas posições ideológicas devem ser respeitadas pela coerência com que defendem o que acham correto . Alguém poderá também não achar justas as críticas do deputado Luiz Calixto (PD) ao governo do PT, mas sua atitude jamais pode ser condenada, porque exercita o que há de mais sagrado na democracia, que é o direito do contraditório.

                  O político pode ser respeitado tanto na situação como na oposição, basta ter posturas claras e assumir suas bandeiras de forma transparente. Os que ficam mudando de posições ao sabor dos ventos, dos favores, das conveniências, estes jamais terão o mínimo de respeitabilidade. Serão sempre vistos pela situação e pela oposição como reles aproveitadores, que fixam suas âncoras no primeiro porto das benesses que surgir.

                  A coerência é fundamental na política. Um belo exemplo é o da senadora Heloisa Helena, que ao ver o PT, partido que ajudou a fundar, queimando todas suas bandeiras de moralidade que desfraldava na oposição, lutou o quanto pôde para tentar levar o presidente Lula ao estuário ideológico que sempre pregou. Não conseguiu e saiu do partido pela porta da frente. Isso sim, é digno de elogio. Quando você não se sente bem em um lugar basta sair pela porta da frente como fez a senadora.

                  Não dá para aceitar, entretanto, é a postura assumida pela deputada Naluh Gouveia (PT), que vem fazendo críticas pesadas contra o governador Jorge Viana, mas continua no PT, que queira ou não, é por ele comandado no Acre. Não se pode lhe tirar o direito de criticar o que acha errado, pois como fundadora do PT, pelas lutas que já travou, tem essa autoridade. Mas falta-lhe coerência porque permanece filiada ao PT.

                  Para ser coerente tem que definir: ser governo ou ser oposição. O exemplo da senadora Heloisa Helena é perfeito: não presta, estou fora!

                  Para onde pender, Naluh será minoria. Então não tem essa história que vai travar uma luta interna. Vem alardeando que vai modificar o orçamento estadual, mas é puro jogo de cena, porque sabe que o governo manipula os votos da maioria na Assembléia Legislativa ao sabor de seus interesses.. E muito menos vai mudar o rumo do PT, no Estado. Ou faz como a senadora Heloisa Helena, ou vai perder a credidibilidade

                  Este é o grande dilema da combativa deputada Naluh Gouveia (PT). Não se faz política com o pé em duas canoas.

 

Jornalista Luiz Carlos Moreira Jorge



Escrito por Moisés Diniz às 22h53
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Deputado Moisés Diniz (PCdoB), consultado ontem se tinha interesse em assinar o documento que reúne assinaturas a favor da criação do Partido do Socialismo e da Liberdade (PSOL), da senadora Heloisa Helena (AL), não se esquivou. Assinou alegando que não havia empecilhos para isso.

 

Extraído do Jornal O Rio Branco



Escrito por Moisés Diniz às 10h18
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A Floresta e o Asfalto em Sustenido

 

Não foi a floresta que caminhou até lá. Quando os dois se encontraram já não havia como afirmar que aquela inimizade fosse acabar. Muitos os desencontros e as mágoas. Cada um afirmava a sua verdade, uma verde como ela mesma e a outra negra como a noite dos temporais. A floresta perguntou ao asfalto:

- Que fazes aqui em meus domínios?

- Venho buscar recursos naturais para alimentar os homens que expulsaste daqui!

- Eu não os expulsei, tu é que arrancaste deles as condições de viverem em paz por aqui!

- Que queres que eu diga: que tens razão ou que foste incapaz de cuidar daqueles que viviam em torno de ti?

- Não quero a tua complacência, pois cada vez que, de alguém te compadeces, ganham inquilinos novos os cemitérios.

- Tens a ousadia de afirmar que eu estou a exterminar os homens urbanos?

- E nem sequer precisas usar arma de fogo. Teus programas sociais e tuas esmolas fazem por ti.

- Queres que eu os deixe morrer de fome?

- Não! Quero apenas que retire dos olhos daquela gente a vergonha de receber!

- Que queres que eu faça?    

- Que os deixe viver!

- Que vida além daquela de todos os dias eu os alimentar?

- Primeiro tu deves parar com essa mania de gostar apenas dos ricos!

- Que queres dizer com isso?

- Por que tu só passas em frente das casas da elite?

- Tu não respondeste a minha pergunta!

- É que, de tão insensível, sequer percebes que tu mesmo te entregas às minhas respostas!

- Estás a me enrolar e não dizes em que dia vamos casar!

- Será um casamento forçado!

- Que fiz para merecer tanto ódio?

- Não é ódio, é discernimento.

- Provas então que, em teus domínios, a vida é melhor do que sobre meu corpo!

- Aqui, os homens não morrem em confronto!

 



Escrito por Moisés Diniz às 23h53
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Candidatura a deputado federal

 

                    Em resposta aos que insistem em dizer que eu “não me elegeria vereador sozinho”, invoco o seu testemunho sobre as eleições de 1986. Fui candidato a deputado federal sem quaisquer recursos e sem apoio dentro do meu próprio partido. Ainda assim, obtive mais de 2.500 votos, numa eleição na qual o último candidato eleito (Rubem Branquinho) obteve cerca de 4.500 votos. Na minha avaliação pessoal, fui muito bem votado, apesar de não ter sido eleito e a despeito das circunstâncias acima apontadas.

                    A atual Senadora e Ministra Marina da Silva, por exemplo, foi candidata na mesma época e ao mesmo cargo e também não se elegeu, mesmo contando com toda a estrutura do seu partido envolvida na sua campanha. E nem por isso sofre esse tipo de acusação que não é mais que demonstração ostensiva de preconceito, lastimável numa democracia e lamentável quando parte de correligionários, de aliados e até mesmo de competidores.

 

Geraldo Mesquita Júnior

 

Trecho de uma carta escrita ao jornalista Luiz Carlos Moreira Jorge

 

 

 

 

 

 

                  



Escrito por Moisés Diniz às 11h23
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