SERINGAL BENFICA
Olá camarada, saúde e paz!
Que tal debatermos a situação do seringal Benfica? Sugiro que o façamos com bastante serenidade, pois tal tema parece-me estar "contaminado" com uma certa dose de oportunismo político e econômico.
Vejamos bem:
1 - Aquela área diminuta, repleta de mansões, piscinas, quadras de esportes, ainda será apropriada para o cultivo?
2 - O Governo Federal (leia-se INCRA) deverá gastar um "pequena fortuna" para indenizar as benfeitorias exsitentes. Não seria de bom alvitre utilizar estes recursos para adquirir áreas maiores, com demarcação de lotes apropriados para os assentados? Porque não determinar, através de sentença ou propositura de acordo judicial, que os "invasores VIPS" adquiram áreas rurais para se promover novos assentamentos?
3 - Quem garante que os "sem-terra" que ali estão acampados realmente querem terra para a lavoura, ou não serão a versão rural dos "invasores profissionais" que recebem os lotes, para em seguida revendê-los, nos moldes das "invasões organizadas" que haviam no passado em nossa cidade, que felizmente tal modalidade de aproveitadores foi extinta. Não me censurem, nem me achem presunçoso ou preconceituoso, mas devemos analisar a questão com mais profundidade. Volto a repetir: parece-me oportunismo de alguns em ocuparem um filão de terra altamente proveito$o.
4 - Não esqueçamos da experiência dos projetos Peixoto (BR 364) Humaitá (Estrada de Porto Acre) . Quantos dos assentados originalmente naquelas áreas ainda permanecem no local? Poucos, pouquíssimos. O que vemos hoje são agrupamento de "colônias" transformados em pastagens para gado, quase todos os lotes vendidos pelos assentados do INCRA. Não adianta o argumento de que saíram de lá por total falta de condições, as dificuldades são muitas (é cômodo para eu estar em frente a um computador afirmando isto), mas são projetos com razoável infra-estrutura e investimento do poder público.
Façamos uma discussão salutar, para não incorrermos em erros do passado.
Cordialmente,
Ernandes Negreiros
Caro Camarada,
Em tempo: Não tenho nenhuma área ou interesse no local de conflito. Apenas interesso-me pela discussão.
Ernandes Negreiros
Escrito por Moisés Diniz às 22h48
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