O CAMARADA


A Cura da Homossexualidade?

 

                        A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro analisa projeto de lei que cria um programa de auxílio às pessoas que optarem pela mudança de sexo, da homossexualidade para a heterossexualidade. Como diz o preconceituoso: “pro cabra voltar a ser homem”...

                        A principal argumentação é a de que a homossexualidade é uma doença ou, como escreveu a Comissão de Saúde da Alerj, uma “distorção da natureza”. Nós preferimos ficar com a argumentação dos especialistas. A homossexualidade foi retirada da lista dos transtornos mentais e emocionais pela American Psychiatric Association, pela Associação Brasileira de Psiquiatria e pelo Conselho Federal de Medicina.

                        O projeto de lei argumenta ainda a formação genética como possível causa da homossexualidade. Fico novamente com os especialistas. As melhores pesquisas com gêmeos univitelinos mostram que a homossexualidade é comum a ambos os gêmeos em 50% dos casos, percentual baixo, tratando-se de sujeitos com patrimônio genético idêntico.

                        Quanto aos traumas na infância, como variável homossexual, os especialistas já atestaram a sua fragilidade científica. O resto é folclore.

                        Será que os deputados cariocas não teriam algo mais sério para fazer?

                       

 



Escrito por Moisés Diniz às 21h37
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OS SINDICATOS E A POLÍTICA

 

           Desde a vitória da Frente Popular, em 1998, que os sindicatos do Acre entraram num processo de definhamento. Trincheira dos atuais políticos da esquerda, durante um largo período, amargam, hoje, um profundo esvaziamento de sócios e de credibilidade.

           Nossos sindicatos se afogaram no dilema: combater o governo que eles construíram ou se tornarem semi-condutores das coisas boas da Frente Popular? Nenhuma coisa e nem outra! O governo relegou o movimento sindical ao seu velho papel, não os incluiu na sua agenda positiva, os sindicatos não reagiram e os trabalhadores buscaram outro caminho.

          A eleição de Luiz Anute, do Sintesac, é a comprovação de que fazer barulho, mesmo que não se conquiste nada, ainda funciona no movimento sindical (como nós fazíamos no passado). E a derrota de Cláudio Ezequiel, do Sinteac, é um sinal claro de que os sindicatos classistas ainda não se encontraram.

          A eleição de Márcio Batista e Maria Antônia, sindicalistas que se afastaram do movimento há mais tempo, demonstra que é possível reconstruir a representatividade e a combatividade dos sindicatos acreanos.

          Se a Frente Popular não entender o papel classista dos sindicatos terá que enfrentá-los nas ruas!

         Acabou a fase do encantamento! Os sindicatos devem cumprir o seu papel de defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores, independente do governo de plantão.

         E que não se venha com a conversa fiada de que, dependendo de como atuam os sindicatos, eles podem estar fazendo o jogo do adversário. Essa conversa vem se arrastando desde a tomada da Bastilha!

 



Escrito por Moisés Diniz às 13h06
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ABRAÃO E O ANJO

 

             Abraão pegou pela mão o filho Isaac e o levou para sacrificar. Acendeu a fogueira e, quando estava para sangrar o filho, um Anjo apareceu:

                        - Que medo é esse Abraão, porque não termina logo o serviço?

                        - Eu sou estéril, meu senhor, se matar meu único filho, quem cuidará das minhas ovelhas?

- Eu te darei novo sêmen, Abraão. Vamos, sangra logo esse menino!

- Eu não acredito no senhor!

- Como ousas não acreditar na palavra de um Anjo?

- E quem disse que o senhor é um Anjo?

- Olha as minhas asas, Abraão!

- Os pássaros também têm asas!

- Olha as minhas vestes alvas!

- Os sacerdotes também usam roupas brancas!

- O que faço, então, para provar que sou Anjo?

                       - Conquiste uma mulher, gere um filho e sangre-o com as suas próprias mãos!

                       O Anjo retornou aos céus e o primeiro pedido que fez a Deus foi que deixasse de ser imortal!

 

             (Extraído do Livro CONTOS BÍBLICOS)

              

 

                 

                  



Escrito por Moisés Diniz às 20h12
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BATISTA

 

Eu o conheci em 1985. Era um jovem desempregado e sem rumo. Naquele mesmo ano fundamos o JESC (grupo de jovens da igreja). Batista foi se consolidando como líder juvenil, comunitário e, mais tarde, como líder dos trabalhadores rurais. Um exemplo de alguém que sai do fosso que as elites cavam para os pobres!

Em 1992 se elegeu vereador, acumulando três mandatos consecutivos.

A possibilidade de eleger Batista para prefeito era real. Quatro candidatos dividindo o voto urbano e Batista com maioria dos votos rurais e indígenas.

Apenas dois fatores determinaram a derrota. Primeiro, o voto nulo alto, que veio do eleitorado rural e indígena. Apenas metade dos eleitores rurais do Batista, que erraram o voto, era suficiente para cobrir os magros 3,5% da diferença entre ele e o primeiro lugar.

Para efeito de comparação, enquanto Rio Branco teve 5,19% de votos nulos, Tarauacá teve 9,94%, fruto do analfabetismo que grassa nas regiões rurais. E para entender: 9,94% de votos nulos totais representam 31% dos votos rurais de Tarauacá. Sem contar que o comparecimento às urnas foi de apenas 77% em Tarauacá, demonstrando a dificuldade da população rural ter acesso à democracia, enquanto Rio Branco foi de 86%. Que fazer? Se as elites não abrem mão de manter os seus campos de concentração na Amazônia?

Segundo motivo: a incapacidade do PT de respeitar os aliados. Em Tarauacá, o PT estava altamente desgastado. A saída era compor com o PCdoB na cabeça de chapa. Preferiram apoiar Chico Sombra! Vou dar um exemplo: enquanto a terra de Chico Mendes corria o risco de cair nas mãos de Wanderlei Cotôco (como ocorreu), o deputado Nilson Mourão ficou os últimos dias lutando por Chico Sombra (podendo estar lutando pelo bravo Raimundão).

Se o PT de Tarauacá estava desnorteado, cabia aos seus líderes estaduais dar o rumo. Mas, quando é para o rumo certo beneficiar o PCdoB, os líderes principais do PT fingem que estão, também, desnorteados...

 

 

 

 

 

                                                                                  



Escrito por Moisés Diniz às 22h57
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