O CAMARADA


Ficarei três dias no interior. Deixo esse texto (polêmico é apelido) pra vocês conversarem sobre ele. Até a volta!

 

 

A HIPÓCRITA ASSEPSIA DE NOSSAS CIDADES 

Por José Lucas Alves Filho *

 

Vejo como uma demonstração de grande hipocrisia e pura demagogia a ansiosa procura dos prefeitos e das câmaras de vereadores por cidades assépticas, limpas, perfumadas, quando a nossa realidade nos mostra a falta de serviços básicos para a maioria da população, o desemprego geral e massivo, as precárias condições de habitação e a proliferação de favelas, cortiços e guetos os mais miseráveis e sem amparo dos que se conhecem na face da terra. A fome rondando mais da metade dos lares brasileiros, a metade da população vivendo de bicos e artifícios incríveis para sobreviver, de tal modo que não podemos explicar racionalmente como esta população está sobrevivendo a mais de duas décadas de estagnação econômica.

 

Desde a década de oitenta, quando o capitalismo especulativo parasitário passou a dominar a nossa economia, atirando milhões de trabalhadores na rua da amargura, as cidades brasileiras enfrentam o caos urbano, com a população tentando se defender de todas as formas para garantir o mínimo de pão na mesa, enquanto um grande número de cidadãos desalentados parte para o crime, na tentativa de solucionar o mesmo problema através da revolta individual e do inconformismo destemperado.

 

Os que procuram honestamente sobreviver são aqueles que se tornam camelôs, sacoleiros, motoboys, kombeiros, biscateiros nas diversas profissões, donas de casa vendedoras de cosméticos, diaristas, folguistas, artesãos, faxineiros, empregados domésticos, ajudantes de pedreiro, um sem número de profissões esporádicas, exercidas em dias alternados, em oportunidades eventuais, em mutirões ou em troca de um prato de comida. Contra estes trabalhadores voltaram-se os prefeitos e vereadores, na ânsia de demonstrar à classe média "formadora de opinião", aquela classe que influencia diretamente nas eleições, que existe ordem nas cidades conspurcadas por essas levas de despossuidos, que enfeiam e alteram o ritmo tranqüilo dos centros urbanos.

 

Naturalmente que, metade da população na informalidade, buscando retirar das cinzas o seu sustento diário não poderia faze-lo com ordem e organicidade, se todos buscam uma saída individual, dentro do "salve-se quem puder" estabelecido pelo capitalismo autoritário. Em contrapartida, as autoridades municipais foram contagiadas pela "síndrome de primeiro mundo", reagindo a esse caos urbano com a idéia de que o Brasil é uma grande potência mundial que não pode ser comparado à velha China e a cidades como Hong Kong, Calcutá, Bombaim, Casablanca, e tantas outras, onde os "mercados persas" servem de cenário para a balbúrdia diária das populações carentes, criando um clima curioso, exótico, muito apreciado, até, por milhões de turistas que buscam esse calor humano nas grandes cidades orientais, sem se importar com a balbúrdia local e vendo no contato com o povo uma forma de renovação em contraposição ao seu mundo asséptico, formal, limpo e frígido das metrópoles dos países mais desenvolvidos.

 

Nossos paradigmas são esses países frios, secos, insensíveis à Humanidade. É a subserviência colonial uma vez mais e ainda engastada em nosso espírito de subalternos, querendo se igualar aos senhores. A mentalidade de rechaçar o que é nosso, e natural, para buscar a figura do dono, imitar a voz do dono, como papagaios domesticados. Nossos heróis são os imperialistas, não os povos irmãos, os que se encontram em nosso nível de sofrimento e desenvolvimento. Queremos ser o que não somos e para o que não fomos forjados.

 

Por isso os nossos prefeitos e vereadores, vendo que a informalidade é geral e não obedece a estatutos predeterminados, voltaram-se contra os trabalhadores honestos, fazendo deles seus inimigos preferenciais. E o Brasil assiste atônito, à quase duas décadas, os embates da polícia contra os camelôs, a violência quase diária nas grandes cidades contra os trabalhadores honestos. Os campos da guerra são os centros das cidades, as bombas de gás lacrimogêneo, as balas de borracha, os cassetetes, é a resposta das autoridades municipais aos que buscam sobreviver honestamente, defendendo-se contra o desemprego em massa causado pela estagnação econômica.

 

Não satisfeitos, os prefeitos criaram suas próprias polícias municipais, armadas e despreparadas para enfrentar os conflitos sociais, criando novos opressores do povo, seu exército particular de ocupação numa cidade em guerra contra seus próprios habitantes. Voltaram-se depois contra os kombeiros, as vans que proliferam nas cidades como alternativa ao transporte coletivo em péssimo estado, incapaz de atender às necessidades da população, ao transporte lotado, aos ônibus superlotados, aos trens e metrôs superlotados. Para beneficiar os grandes empresários do transporte urbano, que enriquecem da noite para o dia, apoiados na corrupção de funcionários, secretários de transporte, diretores de empresas reguladoras, e beneficiados com subsídios do governo para mais rapidamente enriquecerem, este poderoso lobby domina o governo municipal, prefeitura e câmara e coloca-o a seu serviço, para eliminar o transporte alternativo...

 

Continua abaixo...

 



Escrito por Moisés Diniz às 00h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




Continuação...

 

Quando conseguem eliminar as kombis das cidades, estes empresários, junto aos seus "testas-de-ferro" no governo municipal comemoram radiantes: "Recife (ou outra capital metropolitana) está livre dos kombeiros"! Como na guerra de Bush contra o Iraque, vitória anunciada a primeiro de maio último, e que se constitui em verdadeira "vitória de Pirro", pois a guerrilha já dura mais de sete meses detonando americanos todos os dias. Como em Recife e outras cidades, apesar da eliminação das kombis, jogando mais alguns milhares de trabalhadores no desemprego e desespero, o caos urbano continuou, a superlotação dos ônibus continuou, a população continuou sofrendo a inépcia, a insensibilidade e a incapacidade de seus governantes.

 

Não satisfeitos ainda eles ampliam sua ação repressora aos motoboys, alternativa criada, tanto pelo desemprego em massa como pelo crescimento desordenado das metrópoles, a concentração econômica em alguns pontos do país, que gerou um trânsito caótico, sem a correspondência de obras de infra-estrutura viária que absorvesse o crescimento dessas metrópoles. Os motoboys são então perseguidos, tratados como gangues de facínoras, como desordeiros, quando apenas estão exercendo uma função necessária, útil e emergencial, como alternativa aos engarrafamentos e congestionamentos permanentes das principais avenidas de nossas cidades. A propaganda sub-reptícia, diária e constante contra os motoboys faz com que a própria população passe a condená-los, a persegui-los, os motoristas de carros de passeio e caminhões a provocar acidentes contra eles, com mortos e feridos diários, como na guerra iraquiana.

 

Sabemos que a causa primária, básica, de toda essa polêmica está no desemprego em massa, que gerou a informalidade econômica massiva. Para resolver este problema, sabemos que a única solução é a jornada de trabalho reduzida e compacta, criando um segundo turno de trabalhadores nas diversas atividades e gerando renda suficiente para retomar a produção e o desenvolvimento, acabando com a estagnação de que somos vítimas a mais de duas décadas. Porém, enquanto esta solução estrutural não chegar, as municipalidades podem voltar-se para o lado do povo, deixando de lado seu papel de opressor e inimigos dos trabalhadores, e tentando conciliar o inevitável, a informalidade profissional com o mínimo de ordenamento urbano que seja possível obter dentro desse cenário de calamidade social.

 

Contemporizar com os camelôs, ordenando suas barracas com o mínimo de incômodo para a população, mas sem retira-los do movimento das ruas, onde reside seu ganha-pão. Sem afasta-los para locais sem movimento, onde fica inviabilizada sua atividade comercial. A repressão de mais de duas décadas já se demonstrou ineficaz e inconveniente, somente agravando o problema, que cresce dia a dia com o crescimento do desemprego. Que vamos fazer? Matar os desempregados todos?

 

O absurdo dos preços de produtos como CDs, Tênis de marcas, jeans, etc, geraram uma economia paralela da qual os camelôs são os distribuidores no varejo. Não adianta reprimi-los, mas buscar as fontes do contrabando ou da pirataria, seguramente amparadas por deputados, banqueiros, juizes e delegados, se queremos combater esse comércio ilegal. A população faz sua escolha diariamente nas mãos do camelô porque não compreende como um CD, um Tênis de marca ou uma calça jeans, idênticos aos originais podem custar até dez vezes mais barato. Onde está, na realidade, o roubo e a falcatrua?

 

Regulamentar o transporte alternativo, criar paradas próprias para as kombis, orientar e educar motoristas e cobradores, fiscalizar o estado dos veículos, organizar horários e roteiros, como da mesma forma deve ser feito para o transporte oficial que hoje não tem horário nem regulamento. Exigir mais desse transporte oficial, os limites da lotação, a educação de motoristas e cobradores, civilidade com idosos e deficientes, educa-los para dirigir os ônibus sem os abusos costumeiros, as freadas bruscas, as saídas intempestivas, as "queimas de paradas", ou seja, educá-los para uma condição civilizada.

 

Não basta uma cidade limpa, asséptica, perfumada, se as praças estão cercadas, as ruas do centro têm portões, os viadutos tapumes para não deixar os pobres se abrigarem, os camelôs estão distantes, as kombis desapareceram, os motoboys são perseguidos pelos policiais e achincalhados pela população. Preferimos uma cidade humanizada, mesmo que não possa ser tão limpa como a capital que Lula visitou na África, destoante das demais cidades africanas, mas que tinha sido feita para não deixar os negros entrarem, servir somente aos brancos colonizadores. Não somos um país colonizado e nossas autoridades municipais não podem exercer o papel de algozes imperialistas, pois foram eleitas por esse mesmo povo pobre e desempregado que hoje se tornou um pária dentro de seu próprio país.

 

José Lucas Alves Filho - Economista e escritor, formado na Faculdade de Ciências Econômicas de Montevideo. É professor de Metodologia Dialética em cursos de 'pós-graduação' nas universidades de Pernambuco, Consultor de Empresas, escritor e dramaturgo, entre outras atividades.



Escrito por Moisés Diniz às 00h40
[   ] [ envie esta mensagem ]




BLOGS UNIDOS JAMAIS SERÃO VENCIDOS

Apresentei ontem (27/04) um requerimento sobre o que está acontecendo com o Projeto BID na sua esfera cultural. Estou publicando em nosso blog o que foi publicado no blog do Toinho (O Espírito da Coisa). Faço isso para demonstrar que foi a partir da visita a um blog que produzimos esse requerimento.

 

O Mais trágico é que os deputados, os jornalistas, os doutores das universidades acreanas (cada um mais inteligente do que outro) não sabíamos do tal inventário e, mais grave, que estava correndo risco de ser rifado.

 

Podem até achá-lo pequeno, sem graça, mas eu tenho o direito de considerá-lo maior do que uma avenida ou qualquer “obra em alvenaria”. É que ele pode olhar para as nossas raízes, nossa alma acreana que abandonaram pelos barrancos...

 

Caro Toinho. Descobri o seu blog. Ele é dez. Parabéns! Desculpa eu estar usando o espaço da poesia para dizer isso. Mas acho que tudo que se diz com o coração já tem gosto de poesia. Se você não se importar, eu vou levar o seu blog para o parlamento. É que amanhã vou estar aprovando um requerimento onde pedimos informações sobre o "zoneamento cultural", do projeto BID, que você falou. Aliás, eu uso os seus termos na justificativa. Fico devendo essa. Se você quiser, mando pra você a cópia do requerimento. No mais, um abraço. Moisés Diniz.

27/04/2004, 01:52

 

RESPOSTA:

Taca ficha, Moisés!

Essa é uma boa notícia: alguém na Assembléia luta pelo inventário do patrimônio histórico e cultural. Vou dar uma dica de saída honrosa para o governo: é dizer que o inventário vai ser feito no âmbito do zoneamento ecológico-econômico, que agora entra em sua segunda fase e, segundo a formulação do professor Rêgo, vai incorporar as abordagens cultural e política. De um jeito ou de outro, nós sabemos que governo é uma máquina que funciona por pressão, é preciso que alguém fique em cima. Toinho.

 

Esse o texto da justificativa:

O inventário do Patrimônio Histórico e Cultural, do Projeto BID, é uma ação básica, uma espécie de zoneamento cultural, para que o Estado conheça a si mesmo: sítios históricos e arqueológicos, línguas e povos, tradições, festas, artesanato e artes. Como o governo nunca tem recursos para ações básicas, só para eventos, o inventário foi colocado no Projeto BID.

O inventário cultural é essencial. Não fazê-lo é como se o governo, na área de saúde, deixasse de vacinar, de dar atendimento básico e de fazer ações preventivas, apenas construísse hospital e pronto-socorro.

Obs: O texto da justificativa é de autoria do jornalista Antônio Alves, publicado no blog O Espírito da Coisa.

 

 



Escrito por Moisés Diniz às 19h15
[   ] [ envie esta mensagem ]




O ALTO DO BODE

 

Hoje (27/04), no final da tarde, tivemos uma audiência com a desembargadora Eva Evangelista para tratar dos limites dos municípios, que têm a ver com os eleitores de suas fronteiras. Está uma confusão: tarauacaense morando em terra cruzeirense, mas que, na verdade, já é cruzeirense com título de tarauacaense. Entendeu? Não queira entender. Você deve estar mesmo é querendo saber o que tem a ver com isso o Alto do Bode.

 

É que no final da audiência eu abordei uma questão paroquial: a instalação de urnas nas aldeias indígenas e comunidades rurais. Uma delas era o Alto do Bode, no município de Jordão. Todo mundo queria saber como uma aldeia indígena poderia se chamar Alto do Bode. O que tem a ver bode com aldeia indígena? A reunião ganhou ares alegres. O Alto do Bode deixou a audiência menos sisuda.

 

Meus parceiros de audiência (desembargadora e deputados) poderiam ter saído da reunião com o Alto do Bode na cabeça como peça de humor, nunca como ato de expiação. Fiz, então, questão de informar onde fica o Alto do Bode.

 

ROTEIRO 1

Já que estamos usando Rio Branco como base, teremos que sair daqui de avião, até Tarauacá, custo da passagem: R$ 255,00. É bom lembrar que quem viaja nesses aviões já sentiu cheiro de querosene, vomitou com os balanços (que não são de parque de diversão) e até já ganhou hematomas. Tempo: 60 minutos de agonia, suor frio e de muita fé na vida eterna.

 

ROTEIRO 2

Em Tarauacá embarcamos num monomotor que, durante 50 minutos, sobrevoa o mais belo mar do planeta: cerca de 8 mil quilômetros quadrados de floresta densa. Voamos tão próximos das árvores, que dá para sentir a sua presença, seu perfume é tão selvagem que suga os odores do querosene. Olhando assim de tão perto, a floresta mais parece uma deusa em trabalho de parto. Descemos numa pista de terra, coberta por uma grama tão maltratada quanto o seu povo milenar.

 

ROTEIRO 3

Em Jordão embarcamos numa canoa e viajamos CINCO DIAS em busca do Alto do Bode. Lá chegando, apesar do abandono que a civilização produziu e autorizou, encontramos um pedaço primitivo do Paraíso. É como se, no Éden, Adão encontrasse um lugar meio rústico (falo dos piuns, da ruçara e do cipó de fogo), mas soubesse que, apesar disso, ali era o Éden! E no Éden a lei é igual em toda a sua extensão. Assim é o Alto do Bode, apesar da civilização, seu povo não explora o semelhante e até o cacique tem que dividir o pão!

 

Sei que meus amigos vão fazer COMENTÁRIOS, completando o relato. Não deixarão de lembrar que os povos indígenas habitantes do Alto do Bode nunca deixam de votar, apesar de toda a distância e obstáculos que plantaram entre eles e a urna. Outros vão comparar com as grandes cidades da civilização ocidental que, nas eleições faz de conta da democracia, atingem 70% de abstenção. E vivem a poucos metros das urnas!

 

 



Escrito por Moisés Diniz às 00h32
[   ] [ envie esta mensagem ]




NÃO SERÁ DIFERENTE

Daqui a pouco vou estar na Assembléia Legislativa. Se você quiser a prova passe lá: alguns deputados atacando o governo e outros defendendo, como se o Acre não tivesse algo mais além do poder público.

Eles precisavam passar uns dias numa aldeia indígena, nas margens de um rio qualquer. Veriam que o "poder público", guloso, cheio de bacanas, de modismos, leis, não é conhecido dos povos que vivem na floresta.

Eles conhecem um pouco os "guardas da sucam" e a polícia, quando vai buscar alguém que transgrediu as leis da cidade, apesar de viver na floresta. Quando tem governo é assim: lá na floresta, o professor dá aula para quatro séries (1ª a 4ª) numa mesma sala, no mesmo quadro negro e com um único salário. Na escola não tem vigia (olha que economia na floresta!) e nem merendeira (o professor ainda tem tempo de cozinhar) e nem servente para limpar o terreno, a escola.

E seria pior se não fôssemos o Governo da Floresta....



Escrito por Moisés Diniz às 09h28
[   ] [ envie esta mensagem ]




A IDADE DO DIA

Hoje é segunda-feira. Acho que tem alguma coisa errada com ela. Por que a gente acorda tão cansado, tão indisposto, sem rumo? Inicialmente, eu pensava que era o acúmulo do fim de semana, uma cerveja, uma pinga, coisa e tal. Que nada! Neste fim de semana eu não consumi nada com álcool, dormi até tarde e abusei da cadeira do computador. Por que, então, esse desânimo?

Acho que ele é mental. É uma espécie de picada de lagarta que a gente pensa que foi cobra. E o pior é que não tem vacina pra essa doença. Segunda-feira de manhã parece tarde, tarde de sol com chuva, terrível, sem graça, triste.

Creio que a gente devia colocar o problema da segunda-feira nos temas importantes da humanidade. Se a gente começar a calcular o custo desse dia, vamos ver que há algo errado na nossa economia. Na repartição pública, na fábrica, na escola, na lavoura. O operário produz menos, o professor passa trabalho e fica fingindo que um livro está lendo, o camponês planta menos. Na repartição pública nem se fala!

Então, por que não planejar a segunda-feira como um dia diferente, como o sábado, o domingo, um feriado? Seria um dia de trabalho, como os outros quatro, mas seria especial. Como poderia ser esse dia? O que produzir na segunda-feira?

Nas escolas, a gente poderia utilizar a segunda-feira para conhecer o entorno da escola, levar as crianças para conhecer outros espaços. Os universitários prestariam serviço nos presídios e delegacias, hospitais, creches. Nas repartições públicas, nossos funcionários poderiam estudar, espanhol, inglês, língua indígena, e até fazer ginástica.

O governo, aqui pode ser o estadual, poderia nomear uma comissão de alto nível para apresentar uma proposta sobre a segunda-feira, depois viraria lei. Então, a gente teria uma legislação, um rumo sobre o que fazer na segunda-feira, pelo menos nas repartições públicas. O Acre se tornaria um modelo de como acabou com o tédio e o faz-de-conta da segunda-feira e, então, Brasília faria a mesma coisa no Congresso Nacional.

A gente teria uma segunda-feira social, voltada para o bem comum, para as pessoas. Seria um dia em que a produção nacional não teria apenas o lucro como gradiente de dominância. Nos órgãos públicos, as pessoas seriam levadas a aprender o respeito aos mais humildes, seriam levadas a lugares onde se trata as pessoas como irmãs e sequer se recebe pagamento por isso.

Acho que tá na hora da gente pensar, com carinho, sobre o que fazer com a nossa segunda-feira. O que não podemos fazer é achar que ela é um dia como outro qualquer! Se a gente souber mexer com a segunda-feira, talvez nossa vida fique melhor. O que não podemos é ficar aguardando, ansiosos, a sexta e detestar a segunda-feira.

Sei que o tédio da segunda-feira tem a ver com a idéia de trabalho que está na nossa cabeça. O trabalho é um fardo, cansa, não remunera como devia. Mas e a terça, a quarta, a quinta e a sexta, não são dias de trabalho e a gente, mesmo assim, não os suporta? O problema é a segunda-feira! O que fazer com ela?

Vamos mexer com a segunda-feira! Se a vida não melhorar, do ponto de vista do bem estar, pelo menos, a gente vai se sentir melhor.



Escrito por Moisés Diniz às 17h14
[   ] [ envie esta mensagem ]




SALOMÃO E AS DUAS MULHERES

 

                        Duas mulheres foram levadas à presença do rei Salomão. A primeira mulher disse:

                        - Meu senhor, esta mulher insiste que eu dormi com o marido dela!

                        A segunda mulher protestou:

                        - Não é verdade, meu Senhor. Fui eu quem dormiu com o amante dela!

                        O rei Salomão ficou confuso! Pensou, calou, contemplou o cetro real e, finalmente, decretou:

                        - Que este homem seja cortado ao meio! Que a cabeça seja entregue à sua mulher e o resto do corpo seja dado à sua amante!

                        Nenhuma das duas protestou! A platéia ficou intrigada. Após a saída das mulheres um dos auxiliares perguntou?

                   - Meu senhor, por que as mulheres não contestaram a vossa deciisão?

                        O rei Salomão respondeu:

                        - Porque há muito tempo elas mesmas já haviam feito a divisão!



Escrito por Moisés Diniz às 19h01
[   ] [ envie esta mensagem ]




ELES ESTÃO DOENTES!

Os jornais estão divulgando: soldados israelenses jogaram gás lacrimogêneo em deputados brasileiros. Nossos parlamentares visitavam o "muro da vergonha", que está sendo construído por Israel para segregar os palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

Diante de uma notícia dessas, a gente não pode tirar outra conclusão senão a de que o Estado de Israel está doente! Ferido de morte pela intolerância, Israel caminha sem rumo pela história. De todos os países do mundo, apenas os Estados Unidos referendam seus atos torpes. Todos os dias milhões de homens e mulheres repudiam o terror de Israel contra palestinos desarmados.

Pobre Israel, que nasceu de uma bela promessa e a transformou numa infecta ameaça. Pobre Israel, que transformou a beleza bíblica dos patriarcas em genocídio. As colunas de Sião estão apodrecidas pela ignorância de Sharon, do Likud e da direita religiosa. Eles rasgaram a Bíblia!

Pobre Israel, quase ninguém sente compaixão pelo Davi que virou Golias, apesar de ter 6 milhões de patriotas trucidados pelo nazismo! Eles esqueceram a dor de seus familiares esfolados nos campos de concentração. Fazem com os palestinos o que Hitler fez com os judeus. Sharon fede tanto quanto Hitler! O Likud não está menos apodrecido do que o NSDAP!

Que a história tenha compaixão de Israel!



Escrito por Moisés Diniz às 16h35
[   ] [ envie esta mensagem ]




PUXANDO CONVERSA

Camaradas, Companheiros, Amigos,

A partir de hoje nós vamos poder conversar livremente. Lá no parlamento a gente tem só cinco minutos e um monte de regras, decoro e tal. Nos jornais tem o interesse dos donos, o jogo político, o fiscal do governo ou da prefeitura. Tudo é meio real e meio farsa!

Aqui nós vamos conversar como no seringal, na ponta da paxiúba, na beira do rio ou no vardouro que fazia as nossas estradas de seringa se encontrarem. No jornal e no parlamento é como conversa na "espera", a gente tem que conversar baixo para não espantar a caça. Tem muito interesse em jogo, tem muita hipocrisia...

Nosso blog é livre! Não vai ter ninguém para encher o saco. Você pode opinar, divergir, apoiar, sugerir. No blog O Deputado Falou nós vamos conversar como antigamente.

Estou aguardando você. Um abraço,

Moisés Diniz



Escrito por Moisés Diniz às 14h31
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
  01/11/2006 a 15/11/2006
  16/10/2006 a 31/10/2006
  01/10/2006 a 15/10/2006
  16/06/2006 a 30/06/2006
  01/06/2006 a 15/06/2006
  16/05/2006 a 31/05/2006
  01/05/2006 a 15/05/2006
  16/04/2006 a 30/04/2006
  01/04/2006 a 15/04/2006
  16/03/2006 a 31/03/2006
  01/03/2006 a 15/03/2006
  16/02/2006 a 28/02/2006
  01/02/2006 a 15/02/2006
  16/01/2006 a 31/01/2006
  01/01/2006 a 15/01/2006
  16/12/2005 a 31/12/2005
  01/12/2005 a 15/12/2005
  16/11/2005 a 30/11/2005
  01/11/2005 a 15/11/2005
  16/10/2005 a 31/10/2005
  01/10/2005 a 15/10/2005
  16/09/2005 a 30/09/2005
  01/09/2005 a 15/09/2005
  16/08/2005 a 31/08/2005
  01/08/2005 a 15/08/2005
  16/07/2005 a 31/07/2005
  01/07/2005 a 15/07/2005
  16/06/2005 a 30/06/2005
  01/06/2005 a 15/06/2005
  16/05/2005 a 31/05/2005
  01/05/2005 a 15/05/2005
  16/04/2005 a 30/04/2005
  01/04/2005 a 15/04/2005
  16/03/2005 a 31/03/2005
  01/03/2005 a 15/03/2005
  16/02/2005 a 28/02/2005
  01/02/2005 a 15/02/2005
  16/01/2005 a 31/01/2005
  01/01/2005 a 15/01/2005
  16/12/2004 a 31/12/2004
  01/12/2004 a 15/12/2004
  16/11/2004 a 30/11/2004
  01/11/2004 a 15/11/2004
  16/10/2004 a 31/10/2004
  01/10/2004 a 15/10/2004
  01/09/2004 a 15/09/2004
  16/08/2004 a 31/08/2004
  01/08/2004 a 15/08/2004
  16/07/2004 a 31/07/2004
  01/07/2004 a 15/07/2004
  16/06/2004 a 30/06/2004
  01/06/2004 a 15/06/2004
  16/05/2004 a 31/05/2004
  01/05/2004 a 15/05/2004
  16/04/2004 a 30/04/2004


Outros sites
  GAZETA jornal
  PÁGINA 20 jornal
  RIO BRANCO jornal
  TRIBUNA jornal
  NOTÍCIAS DA HORA
  Jornal O ESTADO
  O Alto Acre
  AndandoPelaCidade
  OPA!
  Xerloqui do Aquiry
  Ambiente Acreano
  Midia Independente
  BRASIL DE FATO
  ABC Polítiko
  Política para Políticos
  Desemprego Zero
  Movimento Popular
  WWF Brasil
  PNUD Brasil
  GREENPEACE
  UNICEF Brasil
  ARCA DE NOÉ
  Jornal MST
  Carta Maior
  Correio da Cidadania
  Jornal do Meio Ambiente
  Carta Capital
  Amigos da Terra
  Observatório da Imprensa
  Circulo Bolivariano